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Já eram quase 21 horas, Ritinha ainda não havia chegado. Pedro e Marta estavam com mau pressentimento e, por isso, o pai foi atrás da filha, enquanto Marta e os dois outros filhos pequenos compartilhavam a angústia da espera.
"Blog de literatura com contos autorais, resenhas e dicas de leitura. Do terror psicológico à ficção, o Arquivo do Imaginário abriga todas as formas de narrar."
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A distopia de um
coração quebrado
Os anciãos de
togas ultrapassadas
Vomitavam regras com línguas pegajosas,
Enquanto aparavam asas indesejadas
De amores condenados por palavras enganosas.
Mulheres e
homens acorrentados
Numa orquestra de notas dissonantes,
Enquanto os anciãos temiam a força
De notas iguais, juntas, ressonantes.
O Canto das Almas é um romance de terror sobrenatural ambientado no interior do Brasil, onde o silêncio dos campos esconde segredos capazes de atravessar gerações.
Na Fazenda Morro Verde, a vida parece seguir seu curso entre laços familiares, amizades de infância e a tranquilidade típica das comunidades rurais. Mas nem toda terra guarda apenas sementes. Algumas guardam memórias, promessas quebradas e marcas que o tempo nunca conseguiu apagar.
Quando vozes começam a ecoar entre os capins e acontecimentos inexplicáveis passam a fazer parte da rotina, antigos segredos emergem das sombras, revelando que certas histórias jamais foram realmente encerradas.
Misturando suspense, tragédia familiar e elementos do terror rural brasileiro, O Canto das Almas conduz o leitor por uma narrativa onde inocência e escuridão caminham lado a lado, e onde cada descoberta aproxima um pouco mais da verdade por trás de uma antiga maldição.
Porque algumas almas encontram descanso.
Outras permanecem presas ao passado.
E quando começam a cantar, alguém sempre acaba escutando. 🖤
Esta é uma história sobre o momento em que tudo aquilo que você acredita começa a se desfazer… de dentro para fora.
Laura já não sabia há quanto
tempo estava ali. O caderno aberto mostrava a mesma equação há horas — uma
função quase simbiótica que se dobrava sobre si mesma, como se estivesse
tentando descrever algo que não parava de mudar. Uma equação diferencial, o professor
tinha dito — uma relação entre uma coisa e a forma como ela muda. Mas aquilo já
não fazia sentido, ou era apenas seu cérebro entrando em parafuso, porque a
função parecia se comportar… diferente.
As manhãs de
domingo são as melhores da semana, porque todos os primos e primas estão
reunidos na casa dos avós. É fofoca feminina em dia, enquanto corta frango,
aperta o arroz, refoga o feijão com toucinho, rasga alface, toma café; mas não
deixa de olhar os meninos arteiros da janela da cozinha.
Conversas que se
atropelam, mas todo mundo entende o assunto de todos. Homens reunidos perto da
churrasqueira reclamando da escalação, outro piadista sem noção conta piadas de
que ninguém acha graça, e outro que do nada “seu time não tem mundial”. Pronto.
Confusão armada.
TODA HISTÓRIA TEM UMA SOMBA
Tudo aqui — cada escolha, cada erro ou acerto — é exclusivamente meu. Este blog é um presente que dei a mim mesma. É o meu grito, tão silenciado por vozes que não compreendiam meu jeito estranho, sombrio e diferente de pensar. Mas assim tarde? Sim, porque foi agora, na maturidade, que percebi que passei muito tempo alimentando sonhos de outros e sufocando os meus.
Quem aí se esconde na sombra porque o sol expõe uma verdade que os outros não querem enxergar — a de que quem pensa diferente também existe e não precisa pedir licença?
Introdução Breve