A distopia de um
coração quebrado
Onde tudo era controlado:
Gestos, palavras, pensamentos
Presos em escuros armários.
Vivendo todos em cinza cromado
Evitando todas as formas de sentir
Louvando o medo como sagrado.
Os anciãos de
togas ultrapassadas
Vomitavam regras com línguas pegajosas,
Enquanto aparavam asas indesejadas
De amores condenados por palavras enganosas.
Mulheres e
homens acorrentados
Numa orquestra de notas dissonantes,
Enquanto os anciãos temiam a força
De notas iguais, juntas, ressonantes.
Mesmo que para isso se usasse em dias chuvosos
Um céu com teto a fim de se evitar o óbvio:
Arco-íris irrompem após a tempestade.



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